Três gerações saíram à rua, aos milhares e…?
Vimos coisas de grande emoção nesta manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossa vidas!”, entre elas no braço de uma jovem dizia “O MEDO MORREU EM 1974”. Será? Colegas, militantes que comigo lutam pela dignidade profissional e pela escola que amam, não distribuem panfletos à entrada da escola com medo das represálias dos directores. Gente que nas filas para entrevista de selecção para ocupação de horário recusam dar entrevistas para a comunicação social com medo de exclusão. As portas que Abril abriu estarão a encerrar? NÃO! Só poderão ficar entreabertas se a atitude corajosa e audaz não se sobrepuser ao medo e à ignorância.
Outro cartaz despertou-nos a esperança “NÃO SOMOS OS FILHOS DA DEMOCRACIA, SOMOS OS PAIS DA REVOLUÇÃO”. Esta esperança que se sobrepõe à realidade que se vive em contextos muito diversificados, afirma a aposta nos nossos filhos, alguns, colegas mais novos, enquanto futuros pais da revolução. Que lixe a troika e todos os argumentos económicos. A economia é para satisfazer o bem estar das pessoas da nação, se assim não for que se lixe também!
Por isso, temos esperança que amanhã os professores continuarão a luta que agora se tornou visível.
A revolta que alguns de nós conhece mostrou-se. VAMOS MOSTRAR QUE OS PROFESSORES ESTÃO NESSA REVOLTA CONTRA A HUMILHAÇÃO E A EXTINÇÃO DA ESCOLA PARA TODOS.

Os promotores desta vigília, Plataforma pela Educação, vão apresentar uma
MOÇÃO para servir de base à discussão e que será votada no final.
NOTA: Em Santarém também haverá concentração.